Carteiros inconvenientes

Eu faço encomendas pela internet com bastante frequência, ao ponto dos meus colegas de trabalho se rirem quando surge o carteiro ou senhor da distribuidora e exclamam “É PARA A MISS IT”.

Como resultado dessa “experiência”, percebi que existe todo um mundo de carteiros piadolas, que gostam de mandar o seu bitaite.

Tenho dois exemplos para vocês.

Há tempos encomendei pensos higiénicos de algodão (reutilizáveis) num site que vende essencialmente coisas para bebés.

No momento da entrega, o senhor comenta “Prendas para o pequenote, não é?”, e ri-se. Eu fiquei a olhar para ele sem reacção, enquanto na minha cabeça dizia “Não, não são para o pequenote, são mesmo para o meu pipi”. Felizmente, não me saiu em voz alta.

A mais recente foi já no meu novo trabalho, em que estava a passar na entrada quando vi que o carteiro estava a tocar. Abri-lhe a porta, e ofereci-me para receber uma encomenda para um colega, que tem o mesmo apelido que eu. O carteiro pergunta-me “diga-me então o seu nome para eu registar”, eu respondo, e ele comenta “Ah, é a esposa!” “… não, não sou a esposa.”.

Quero concluir este post dizendo que não tenho nada contra os carteiros, senhores de entregas e outros serviços sejam simpáticos e tentem meter conversa, porque é a sermos simpáticos uns para os outros que a gente se entende. E estas interacções não ofendem ninguém, mas têm piada por serem mesmo inconvenientes.

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E, já agora

Antes de pensarem que quinei de vez, verifiquem primeiro o meu Twitter. A probabilidade de estar só com a maior preguiça para escrever coisas aqui é elevadíssima, em contraste com a facilidade de mandar bitaites por lá.

Olá pessoas

https://giphy.com/embed/yj5UdA4elp8WcNeste interregno que se assinalou aqui no blog, sucedeu o seguinte:

  • Mandei o cargo que tinha há dois anos com os porcos, porque a coisa começou a descambar à velocidade da luz a partir de Agosto. É realmente ao olhar para trás que percebo quão frágil é uma situação profissional fixe: num mês pode estar tudo bem e no seguinte haver decisões chave que deitam tudo abaixo.
  • E não, não mandei tudo com os porcos sem antes ter algo em calha e assinado.
  • Estive quase um mês de férias (contando com o Natal), e nem assim me senti descansada. Juro que, na véspera de recomeçar a trabalhar, estava a ponderar deixar esta vida de programação e ir abrir um estaminé de algo a definir para as Canárias. Isso e estar uma semana e meia com a família desgasta-me.
  • Tive pela primeira vez em 6 anos de trabalho um PROCESSO DE ONBOARDING decente. Achei que seria uma utopia, mas não, há sítios onde tal coisa existe, recomenda-se.
  • Estou agora naquela fase muito chata em que não conheço bem o projecto, não conheço bem as pessoas, só estou desconfortável todo o dia a pensar se estou a fazer figura de ursa.

Num ápice 

Passaram as férias. Amanhã é dia de regresso, e a única coisa que me ocorre é largar a informática e ir viver como eremita para o campo. 

Ia-me dar pessimamente no campo, mas é como está a situação. Não sei se é de estar saturada dos jogos de poder do escritório, ou se precisava de umas 3 semanas de férias. Mas agora é preciso aguentar, que só volto a ter férias no Natal.