Em defesa do Colombo

Não percebo porque há tanta gente que odeia o Colombo. Passo a vida a ouvir coisas como “se quero ir para o inferno, vou para o Colombo”, ou “nunca na vida me apanham no Colombo”.

Mas qual é o problema do Colombo? Só não gosto de lá ir ao fim de semana à tarde e em dias de jogos do Benfica; de resto, é bastante agradável. A oferta de lojas é ampla, normalmente encontro sempre lá tudo, e os corredores não são acanhados.

“Ah só gosto das Amoreiras”. Também gosto das Amoreiras, porque é um ambiente super calmo, óbvio. Quem vai às Amoreiras tem dinheiro, e normalmente não faz muito barulho nem arma confusão. O que me chateia nas Amoreiras é que as lojas que existem são pequenas e não há variedade. E o Colombo também tem o círculo interior do segundo andar, com as marcas mais de luxo.

“Ah eu gosto é de andar ao ar livre, tipo no Chiado!”. Ao fim de semana de manhãzinha, quando não está a chover, sim, é bom. Depois das 11h da manhã, já está cheio de turistas on fire, é nadar na multidão.

Não sei. Se calhar é por estar habituada ao Norteshopping, mas o Colombo enche-me as medidas.

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Primavera

Ah, a Primavera, aqueles dias mais quentinhos que dão vontade de usar roupa fresca, as árvores a voltar à vida, flores em todo o lado, a comunhão com o ranho.

Pois, para mim é mais o último ponto. Eu sou o ranho, o ranho sou eu. O pânico do pacote de lenços a chegar ao fim e eu sem ter mais nenhum pacote por perto. O ranho que não pára nem com uma dose de anti-histamínicos em cima.

É o que temos.

Malta claramente demasiado zen para mim – compras que demoram muito tempo

A minha cadela mai nova puxa muito pela trela. Decidi arranjar daqueles peitorais que apertam à frente, que diminuem MUITO os puxões, e uma trela mais comprida, porque a solução do divisor já não estava a resultar muito bem, a desgraçada da mais velha estava na pacatamente a fazer as suas necessidades quando levava um puxão gigante da miúda.

Então cheguei a duas conclusões: trela seria comprada na Tail Wag, por ter um padrão giro e ser relativamente barata, e o peitoral seria Dog Tools, por recomendações de várias pessoas.

No caso da Tail Wag, meti a encomenda no dia 24, há uma semana portanto, e na Dog Tools mandei mensagem a pedir informações esta segunda-feira, dia 27.

Não contava era que tudo fosse tão LENTO. Honestamente, já pensava ter um fim de semana com menos puxões, mas não vai acontecer.


Na Tail Wag, mandaram mensagem no dia 27, segunda-feira, às 18h, a dizer que o padrão que tinha escolhido estava esgotado, e que só or receberiam novamente dentro de duas semanas; podia escolher outro ou aguardar.
Ok, é chato não terem o stock do site alinhado com a realidade, mas paciência. Respondi 1h depois a perguntar se o padrão alternativo X estava disponível. Voltaram-me a responder no dia 29 à meia noite, a dizer que esse estava disponível e que iam enviar. Entretanto não disseram mais nada. Hoje mandei mensagem a perguntar se tinham alguma estimativa para o envio, e estimo que me respondam lá para a semana.

Parece que não passou assim tanto tempo entre mensagens, mas eu não estou habituada a ter de esperar mais de uma semana para um envio, ou intervalos tão longos para ter resposta a uma questão. Depois de me dizerem que o produto estava disponível, estava a contar receber uma notificação de envio no dia seguinte, mas nada.

Suspeito que vou ter a trela lá para a Páscoa 😫 OH MEU DEUS RECEBI A NOTIFICAÇÃO DE ENVIO AGORA!


No caso da Dog Tools, chateou-me inicialmente adoptarem o modelo “loja de Facebook”, que me faz muita espécie, porque meter meia dúzia de fotografias no Facebook, sem informação de preços, tamanhos, tempos de envio, condições de compra, para mim não é nada. Não custa assim tanto montar uma loja online hoje em dia! Mas pronto, eles são uma escola de cães, devem fazer este negócio à parte e nos tempos livres, já ouvi muita gente a recomendar os peitorais, avancei com um pedido de informação via Messenger.

Toda a gente que me recomendou disse que eram rápidos a responder, mas não estava a contar que, com uma mensagem na segunda-feira às 9h da manhã, só me respondessem às 17h do dia seguinte. “Eles são uma escola, não estão sempre a olhar para o Messenger”, disse-me uma colega, quando mencionei que ainda não me tinham dito nada. Ok, aguardei, e na terça-feira ao fim do dia lá consegui submeter a encomenda, mas fiquei só com a informação de “assim que estiver pronto, aviso”.

Entretanto, em conversa com outros clientes, percebi que os peitorais são feitos à mão e não têm todas as cores e tamanhos sempre em stock, pelo que suspeito que o meu esteja a ser feito. Mas porque não dizer-me precisamente isso nas mensagens, e que teria de esperar até X dias para a encomenda ser enviada?

Entretanto, recebi uma mensagem hoje depois de almoço a dizer que foi enviado hoje por correio, YAY! Para a semana não terei mais puxões, nem acredito ☺


Resumido: se calhar sou super nazi, ou então estou pessimamente habituada com os serviços de compra online de hoje em dia, em que as coisas são enviadas no dia útil seguinte à compra ou, quando não são, sou rapidamente notificada do atraso ou informada logo à partida de prazos. Esta falta de informação faz-me espécie, e não percebo como querem cativar consumidores e ter vendas com este tipo de serviço, onde as condições de compra não são claras, quando quase todos os serviços de venda online bem sucedidos funcionam nesses moldes nos dias de hoje. Não esperei muito para que as coisas andassem, verdade, mas o não saber quando é que iriam andar é que me faz mais espécie.

Actualidade neste blog

Agora que Mário Soares morreu, os jornais vão poder finalmente dar uso aos obituários que andavam a preparar há semanas:

Ontem foi um telejornal inteiro a falar do senhor, e do cortejo fúnebre que vai passar por Lisboa inteira amanhã.

Só penso naquela família que, para além de ter tido os abutres dos jornalistas desde o primeiro dia em que fui internado, na ânsia do senhor morrer e de serem os primeiros a noticiar o facto, de verem agora o seu luto transformado neste circo mediático gigante.

Universidade e o Mimimi

Acabo de ler um artigo na Visão que me fez muita espécie:
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Podem ler o artigo na íntegra aqui.

Felizmente, alguém conseguiu escrever exactamente aquilo que penso, mas por palavras mais simpáticas:

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Subscrevo tudo o que é dito neste comentário, e acrescento:

Fica três décimas aquém da média do último classificado e culpa o Governo. WTF?

O sistema de avaliação é o que é, estão todos sujeitos ao mesmo. Se não conseguiu, tem três hipóteses:

  • tentar novamente para o ano
  • desistir
  • ir tentar a sorte noutro sítio.

Para quê estar a chorar e a pôr as culpas para cima de outros pelo seu falhanço?

Faz-me lembrar as manifs da geração à rasca, que estavam em voga na altura em que eu própria estava a tirar o curso, e havia muita malta que se ia queixar e estava em cursos que tinham ZERO saída, mesmo muito antes de terem iniciado os estudos na área.

A esses apetecia-me apenas dar-lhes uma chapada para acordarem para a vida. “Ah, mas é o curso dos meus sonhos”. Certo, e se querem seguir em frente com isso, toda a força. Agora, por amor da Santa, não vão lamentar-se que não têm emprego no final, porque isso era algo que já sabiam logo à cabeça. Querem seguir os sonhos, assumam responsabilidades por isso (ter um plano B, por exemplo), ou fiquem cientes à partida que vão ter de emigrar.

Chorar na praça pública que as coisas que correm mal na sua vida são culpa dos outros é algo que me deixa mesmo muito irritada, e este caso da carta aberta da aspirante a estudante de Medicina foi outro desses casos.

O dia em que tive papparazis

Na realidade, não fui eu, mas sim a minha cadela.

Estou eu na rua com ela para ela fazer o seu xixizinho, quando vejo uma mãe e sua criança a olhar para mim e a falar entre si. Para referência, o miúdo já devia ter os seus 6 anos.

Já habituada a isto, penso “vão-me pedir para fazer uma festinha à cadela”. O que é aceitável e normal; embora a cadela não ache muita piada a estranhos a mexer-lhe, nunca digo que não às crianças, digo só que ela é assustadiça mas que não faz mal a ninguém.

Mas o que se passou desta vez foi completamente ao lado disso. Nem a mãe nem a criança falaram comigo em momento algum.

A criança simplesmente saca de um telemóvel e aponta para nós, e suponho que começa a tirar fotografias.

Senti-me altamente desconfortável. Sei que deviam estar a fazer mega zoom para apanhar só a cadela, mas eu estava ali ao lado. Qual a dificuldade de me perguntarem se podiam tirar uma foto à cadela? Eu ia dizer que sim, sem qualquer problema, não é a primeira vez que me pedem isso.

Mas o que pensaria a mãe da criança se eu do nada também começasse a tirar fotos ao miúdo quando ela ia a passar na rua?

Se fosse só o miúdo, eu não ligava, já que os miúdos fazem muitas coisas sem ter noção. Mas isto foi com a mãe ao lado, e a encorajá-lo. Não foi com o miúdo que me chateei, foi com a mãe.

Liguei o modo “Miss IT vai lixar-vos o esquema”. Pus-me sempre à frente da cadela para que não conseguissem tirar fotos. Não lhes disse nada, mas quando passei mais perto deles, ainda com o miúdo a apontar o telemóvel para mim, olhei para a mãe directamente nos olhos – com ela a fazer um sorriso parvo – e fiz-lhe um olhar acusador. Abanei a cabeça e tudo.

Mais do que não ter paciência para miúdos – que não tenho, anyway – não tenho paciência para pais que acham que os miúdos podem fazer tudo o que lhes passa pela cabeça porque são miúdos. E pior ainda, quando os pais estão a incorrer numa falta de educação / noção, como neste caso, e ainda ficam a olhar para mim com aqueles sorrisos parvos de “é um miúdo, portanto isto é aceitável”.

É o mesmo sorriso que vejo quando um miúdo está farto de vir incomodar a minha mesa num restaurante, e os pais não o repreendem nem me pedem desculpa. Fazem só o sorriso parvo “crianças, não é?”.

NÃO.

EDUQUEM OS VOSSOS MIÚDOS, PORRA.

Publicidade Precoce

Qual é que é a cena de haver publicidade a livros escolares a partir de meados de Julho (Wook sendo um exemplo)?

É para os miúdos que ainda agora entraram de férias começarem já a ficar em ansiedade?

Há 20 anos não era só nos finaizinhos de Agosto que começavam as campanhas do regresso às aulas?

Sinto que esta altura do ano se equipara ao Natal, em que o meu record de avistamento de publicidade relacionada com o Natal foi em AGOSTO.